Caldeira A Lenha Vertical
O mercado de Caldeira A Lenha Vertical é amplo e conta com produtos e serviços que podem ser úteis em diversas aplicações. No BMA Caldeiraria, portal especializado na geração de negócios para o mercado B2B.
Descrição
Caldeira a Lenha Vertical: Geração de Vapor com Biomassa e Conformidade NR-13
A caldeira a lenha vertical é uma solução amplamente adotada em indústrias que buscam autonomia energética por meio de biomassa sólida. Com configuração compacta e feixe tubular de convecção forçada, esses equipamentos operam com pressões de até 12 kgf/cm² e temperaturas de vapor saturado de até 190°C, atendendo demandas de processos térmicos contínuos com vazão de vapor de 200 kg/h a 5 t/h.
No ciclo Rankine simplificado aplicado a essas caldeiras, a lenha atua como combustível de biomassa com PCI médio entre 2.800 e 3.400 kcal/kg (base úmida com 25% de umidade). A eficiência térmica do conjunto queimador-espelho-feixe tubular pode atingir entre 72% e 85%, dependendo da qualidade do isolamento térmico externo e da calibração do excesso de ar no queimador.
A configuração vertical reduz a área de implantação em até 60% comparada ao modelo horizontal equivalente, tornando-a ideal para instalações com espaço restrito. O tubulão superior integrado ao feixe de tubos de fumaça promove separação de fases vapor-água com eficiência superior a 98%, garantindo qualidade de vapor adequada para processos industriais exigentes.
Sob a ótica da NR-13 (Caldeiras e Vasos de Pressão), toda caldeira a lenha vertical com pressão de operação acima de 0,5 kgf/cm² exige Prontuário Técnico atualizado, Laudo de Inspeção por Profissional Habilitado (PH) e realização de ensaios periódicos. Os ENDs aplicáveis incluem LP (líquido penetrante), PM (partículas magnéticas), US (ultrassom) e ensaio hidrostático conforme intervalo estabelecido em projeto e norma ASME I.
A manutenção preventiva do feixe tubular deve incluir mandrilhamento dos tubos a cada ciclo de inspeção programada, garantindo estanqueidade e eliminando pontos de vazamento que comprometem o MTTR e o OEE da linha produtiva. O refratário interno da fornalha deve ser monitorado quanto à integridade estrutural para evitar perdas de eficiência por irradiação excessiva ao ambiente.
Para seleção técnica B2B, os critérios prioritários são: pressão de projeto em conformidade com ASME VIII Div.1 ou NBR 16035, capacidade de vaporização (t/h) compatível com o processo, dureza Brinell dos tubos acima de 160 HB para resistência à erosão por cinzas e disponibilidade de PCI do combustível local. A certificação ISO 9001 do fabricante assegura rastreabilidade de materiais e AQL rigoroso nas soldas do feixe tubular.
| Parâmetro | Especificação Técnica |
| Pressão de Operação | até 12 kgf/cm² |
| Temperatura do Vapor | até 190°C (vapor saturado) |
| Vazão de Vapor | 200 kg/h a 5 t/h |
| Combustível | Lenha / Biomassa sólida (PCI 2.800–3.400 kcal/kg) |
| Eficiência Térmica | 72% a 85% |
| Normas Aplicáveis | NR-13 / ASME I / NBR 16035 / ISO 9001 |
| Material dos Tubos | Aço SA-178 Gr.A / ASTM A106 Gr.B |
| Dureza Mínima | 160 HB |
