Tubulão De Caldeira
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Descrição
Tubulão de Caldeira: Função Crítica no Ciclo Rankine e Conformidade NR-13
O tubulão de caldeira é o componente de pressão responsável pela separação e acumulação de vapor saturado no ciclo Rankine. Posicionado no topo do feixe tubular em caldeiras aquatubulares, o tubulão superior recebe a mistura água-vapor proveniente dos tubos de geração e realiza a separação gravitacional por ciclones internos. O tubulão inferior distribui água de alimentação para os coletores laterais e tubos de descida, garantindo vazão de vapor estável entre 2 e 80 t/h conforme a capacidade instalada.
Em especificação de engenharia, os tubulões são fabricados em aço carbono ASTM A-516 Gr. 70 ou aço liga ASTM A-387, com espessuras de parede calculadas conforme ASME Boiler and Pressure Vessel Code Seção I. A pressão de operação típica varia de 10 a 64 kgf/cm² e a temperatura de saturação pode atingir 280°C em sistemas de média pressão. Para caldeiras de alta pressão industrial acima de 45 bar, as espessuras de casco superam 40 mm e exigem tratamento térmico pós-soldagem (PWHT) além de qualificação de procedimento de soldagem (WPS/PQR) conforme ASME IX.
A conformidade com a NR-13 é mandatória para qualquer tubulão classificado como vaso de pressão com pressão acima de 0,5 kgf/cm². Isso implica registro no órgão competente, prontuário atualizado, placa de identificação com pressão máxima de trabalho admissível (PMTA) e realização periódica de inspeções de segurança inicial (ISI) e periódica (ISP). O intervalo entre inspeções é definido pelo profissional habilitado (PH) com base no histórico operacional e nos resultados de ensaios não destrutivos.
Os END aplicáveis ao tubulão incluem Líquido Penetrante (LP) nas soldas de bocais e tampas, Partícula Magnética (PM) em regiões de concentração de tensão, Ultrassom (US) para medição de espessura de parede e detecção de laminações internas, e Radiografia Industrial (RX) em juntas de topo de categorias A e B. A dureza Brinell das soldas deve ser monitorada para detectar fragilização por hidrogênio ou causticidade, fenômenos comuns em caldeiras com tratamento químico inadequado.
Na manutenção preventiva, o mandrilhamento dos tubos no espelho do tubulão restabelece a estanqueidade nas conexões tubo-espelho com grau de mandrilagem controlado entre 1% e 3% do diâmetro externo do tubo. A limpeza interna por hidrojateamento remove incrustações calcárias que reduzem a eficiência de transferência de calor em até 15%. O isolamento térmico externo com lã de rocha ou silicato de cálcio minimiza perdas por radiação e mantém a eficiência térmica global acima de 88%.
Para seleção B2B de fabricação ou recuperação de tubulão, os critérios determinantes são certificação ISO 9001 do fabricante, disponibilidade de inspetor NR-13 nível 1 ou 2, capacidade de ensaio hidrostático a 1,5x a PMTA e emissão de relatório técnico com memorial de cálculo conforme ASME I e NBR 16035.
| Parâmetro | Especificação |
| Material base | ASTM A-516 Gr. 60/70 ou A-387 Gr. 11/22 |
| Norma de projeto | ASME Seção I / NBR 16035 |
| Pressão operacional | 10 a 64 kgf/cm² |
| Temperatura de operação | até 280°C (média pressão) / até 450°C (alta pressão) |
| Capacidade de vapor | 2 a 80 t/h |
| END obrigatórios | LP / PM / US / RX conforme NR-13 |
