Tratamento Químico De Água Para Caldeiras
O mercado de Tratamento Químico De Água Para Caldeiras é amplo e conta com produtos e serviços que podem ser úteis em diversas aplicações. No BMA Caldeiraria, portal especializado na geração de negócios para o mercado B2B.
Descrição
Tratamento Químico de Água para Caldeiras: Eficiência e Conformidade Operacional
O tratamento químico de água para caldeiras é uma etapa crítica na gestão de ativos de geração de vapor. Incrustações calcárias de apenas 1 mm de espessura elevam o consumo de combustível em até 8%, comprometendo o PCI efetivo do sistema e reduzindo o OEE da planta industrial. A negligência nesse processo acelera a degradação do feixe tubular e do tubulão, elevando o MTTR e comprometendo a disponibilidade operacional.
A água de alimentação deve atender parâmetros rigorosos definidos pela NR-13 e pelas normas ABNT NBR 12313 e ASME I. O controle de pH entre 10,5 e 11,8, aliado à dosagem precisa de sequestrantes de oxigênio como bissulfito de sódio ou DEHA, e antiincrustantes fosfatados, previne corrosão sob tensão nos tubos do feixe tubular. A falta desse controle resulta em falhas de estanqueidade detectadas apenas no ensaio hidrostático periódico exigido pela NR-13.
Os principais problemas decorrentes do tratamento inadequado incluem formação de incrustações no superaquecedor e no economizador, elevação da temperatura dos gases de saída acima de 220°C, corrosão galvânica no espelho e falhas em válvulas de segurança por depósito de sílica. A taxa de MTBF de caldeiras sem programa de tratamento cai em média 35% em relação a unidades operando com protocolo químico conforme.
O programa completo abrange quatro frentes operacionais: tratamento externo por abrandamento, osmose reversa ou deionização, tratamento interno com dosagem de polifosfatos, poliacrilatos e alcalinizantes, controle de purgas de fundo e de superfície para manter os sólidos dissolvidos totais abaixo de 3.500 ppm em caldeiras flamotubulares de até 18 kgf/cm², e monitoramento analítico contínuo de dureza, cloretos, sílica, condutividade e oxigênio dissolvido.
Para pressões de operação entre 10 e 20 bar, a condutividade do vapor condensado não deve ultrapassar 0,5 µS/cm. Em caldeiras aquatubulares acima de 40 kgf/cm², o controle de sílica torna-se crítico para evitar sua volatilização e o depósito em palhetas de turbinas a vapor. A alcalinidade total deve ser mantida entre 200 e 700 ppm como CaCO3 para garantir o filme protetor de magnetita nos tubos de aço carbono SA-210.
A BM Acaldeiraria executa diagnóstico completo do ciclo água-vapor com coleta de amostras em campo, análise laboratorial e emissão de relatório técnico com recomendações de dosagem e frequência de purga. Os programas são compatíveis com caldeiras flamotubulares e aquatubulares operando até 64 kgf/cm² e 480°C. Toda documentação é emitida em conformidade com o Programa de Gerenciamento de Integridade de Caldeiras (PGIC) previsto na NR-13 e auditável por ISO 9001.
| Parâmetro | Flamotubular (até 18 kgf/cm²) | Aquatubular (até 64 kgf/cm²) |
| pH da água de caldeira | 10,5 a 11,5 | 10,8 a 11,8 |
| SDT máximo (ppm) | 3.500 | 1.500 |
| Dureza total (ppm CaCO3) | Zero | Zero |
| Oxigênio dissolvido (ppb) | Menor que 20 | Menor que 7 |
| Temperatura máxima | 220°C | 480°C |
| Normas aplicáveis | NR-13 / NBR 12313 / ASME I | NR-13 / ASME I / ISO 9001 |
